domingo, 9 de dezembro de 2012

êah!

Perdemos, porque ganhamos
Sabendo disso, os jogadores
Lançam seus dados de novo.

Emily Dickinson

Flauta mágica

Às vezes, é minha forma de vomitar. Vai indo, indo e quando vejo, foi. Impulsivo. Me jogando, dançando no meio de um rítmo que meus ouvidos não conseguem saber qual é. Um oboé ou um fagote? Pratos ou sinos? Não faço a menor idéia de que música está tocando agora. Simplismente (não tão simples) vou dançando. Seria uma atitude saudável? (Incertezas...). Mas não estou muito para pensar. Quero dançar. Todos os rítmos. Pode ser uma fuga, sim. Todos fogem quando tem medo. Por trás de toda essa "segurança", há uma "segurança nada segura". E aí? Vai encarar? Pode ser qualquer rítmo. Você é eclético? Eu não sou. Já te disse que é uma forma, ou um processo de separação de misturas. Sacou? É exatamente isso. Um processo de separação de misturas. Como um precipitado útil de uma solução - passa-se por um filtro e separo esse precipitado da mistura. Deu para entender?

Cazuza, Cartola e um pouco de Mutantes

Agora eu vou cantar para os miseráveis
Que vagam pelo mundo dos derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pra pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo aquilo sempre que não têm

Preste atenção querida
Embora eu saiba, que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não seras mais o que és...

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguem que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lama!

Preste atenção querida,
De cada morto herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo.
Abismo, que cavaste com teus pés...

Vamos pedir piedade!
Senhor, piedade!
Pra essa gente careta e covarde!
Vamos pedir piedade!
Senhor, piedade!
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.

Mas as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer... e MORRER!!!

Como diria um amigo meu...

Quem é vc na noite???!
 
Fotografia de Diane Arbus

Medéia (soberba)

A única expressão que minha língua encontra para definir teu caráter, tua falta de virilidade, é o mais baixo dos canalhas. Vieste a mim, estás aqui, para quê, tu, ser odiado pelos deuses, odiado por mim e por toda humanidade? Não é prova de coragem nem de magnidade olhar na cara dos ex-amigos, na esperança de que esqueçam todo o mal que lhes fizeste. A isso se chama cinismo, e vem com as piores doenças do caráter humano - a falta de pudor, a ausência de vergonha.
(...)
Já morreu em mim há muito tempo toda e qualquer confiança em tuas juras. Acho até que acreditas que nossos velhos deuses já não reinam. Ou que estabeleceram novas leis para os mortais. Se não, como poderias justificar tua tremenda vilania? Olha minha mão direita, que tanto cobiçaste. E estes joelhos que abraçaste tantas vezes. Como deixei tuas mãos pérfidas me tocarem? Céus, a que coração traiçoeiro confiei minha esperança.

(Pausa)

Mas seja, vou me dirigir a ti como se fosses amigo. Embora saiba que não posso esperar qualquer gesto de afeto ou caridade de um ser tão indigno, sei também que minhas perguntas te obrigarão a te mostrares em toda tua infâmia.
(...)

O Louco



O Louco também representa a completa fé de que a vida é boa e digna de confiança. alguns podem achá-lo muito inocente, mas sua inocência o sustenta e lhe traz alegria. nas leituras, pode significar um novo começo ou mudança de direção – uma que irá te guiar por um caminho de aventura, mistério e crescimento pessoal. ele também te faz manter sua fé e confiar na sua intuição. se você está frente a uma decisão, ou a um momento de dúvida, o Louco te diz para acreditar em si mesmo e seguir seu coração não importando quão louco ou tolo seus impulsos pareçam ser.

Caminhos

" Quando viu Alice, o gato somente deu um largo sorriso. Parecia amigável, pensou a menina. Mas como tinha longas garras e uma porção de dentes, ela achou melhor tratá-lo muito respeitosamente
- Gatinho de Cheshire... - começou, meio timidamente, por não saber se esse nome iria agradá-lo. No entanto, ele sorriu mais. "Bom, ele parece estar gostando", pensou Alice. E prosseguiu:
- Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?
- Isso depende muito para onde você quer ir - respondeu o gato.
- Para mim, acho que tanto faz... - disse a menina
- Nesse caso, qualquer caminho serve - afirmou o gato.
- ...contanto que eu chegue a algum lugar - completou Alice, para se explicar melhor.
- Ah, mas com certeza você vai chegar, desde que caminhe bastante.
Como isso lhe pareceu incontestável, tentou lançar outra pergunta:
- Que tipo de gente mora por aqui?
- Naquela direção - disse o Gato, apontando com a pata para a direita - mora um chapeleiro. E aquela - apontou com a outra pata - mora uma Lebre de Março. Visite qual deles quiser: os dois são loucos.
- Mas não quero me meter com gente louca - ressaltou Alice.
- Mas isso é impossível - disse o Gato. - Porque todo mundo é meio louco por aqui. Eu sou. Você é.
- Como pode saber se sou louca ou não? - disse a menina.
- Mas só pode ser - explicou o Gato. - Ou não teria vindo parar aqui. "

Alice no País das Maravilhas